Voz ativa e passiva: guia prático completo para usar corretamente na escrita

Compartilhe este artigo:
Precisa corrigir seu texto?
Use nosso corretor de texto online gratuito para corrigir erros gramaticais, ortográficos e de estilo em português.
Corrigir meu texto agoraDominar as diferentes formas de construir frases é fundamental para quem deseja escrever com clareza e precisão. Entre as estruturas gramaticais mais importantes estão a voz ativa e a voz passiva, que muitas vezes geram dúvidas entre escritores iniciantes e até mesmo entre profissionais experientes.
Este guia prático tem como objetivo esclarecer de forma definitiva as diferenças entre essas duas vozes verbais, mostrar quando é apropriado usar cada uma delas e fornecer exemplos concretos que facilitem a compreensão e aplicação do conceito.
O que é voz ativa?
A voz ativa é a estrutura mais comum e direta da língua portuguesa. Nela, o sujeito pratica a ação expressa pelo verbo. Em outras palavras, o sujeito é o agente da ação.
Na voz ativa, a construção básica segue esta ordem: sujeito + verbo + complemento. Por exemplo: “O professor corrigiu as provas.” Nesta frase, “o professor” é o sujeito que pratica a ação de “corrigir”, e “as provas” é o objeto direto que recebe a ação.
Características da voz ativa
A voz ativa possui algumas características importantes que a tornam especialmente útil na escrita:
- Clareza: A estrutura direta facilita a compreensão imediata da frase
- Concisão: Geralmente requer menos palavras que a voz passiva
- Diretividade: Deixa claro quem pratica a ação
- Força: Confere maior impacto e assertividade ao texto
O que é voz passiva?
A voz passiva apresenta uma estrutura diferente: o sujeito recebe a ação praticada por outro elemento. Em outras palavras, o sujeito é o paciente da ação.
Na voz passiva, a construção mais comum utiliza a seguinte estrutura: sujeito paciente + verbo na voz passiva (auxiliar “ser” + particípio) + complemento agente da passiva (introduzido por “por” ou “de”). Por exemplo: “As provas foram corrigidas pelo professor.” Aqui, “as provas” é o sujeito que recebe a ação, e “pelo professor” é o agente da passiva.
Voz passiva analítica e sintética
Existem duas formas principais de construir a voz passiva:
Voz passiva analítica: É a forma mais comum, que utiliza o verbo auxiliar “ser” seguido do particípio do verbo principal. Exemplo: “O relatório foi elaborado pela equipe.”
Voz passiva sintética (ou pronominal): Utiliza-se o pronome “se” antes do verbo na terceira pessoa. Exemplo: “Vendem-se apartamentos.” ou “Aluga-se sala comercial.”
Quando usar voz ativa e quando usar voz passiva?
Entender quando usar cada tipo de voz é essencial para escrever com propriedade. Vejamos as situações mais apropriadas para cada uma:
Quando preferir a voz ativa
- Textos objetivos: Relatórios técnicos, manuais, instruções
- Comunicação direta: E-mails profissionais, comunicados
- Narrativas: Contos, romances, histórias em que se deseja ação dinâmica
- Texto persuasivo: Propagandas, discursos, textos de vendas
- Quando o agente é importante: Quando quem pratica a ação é relevante para o contexto
Quando preferir a voz passiva
- Quando o agente é desconhecido: “O carro foi roubado.” (não sabemos por quem)
- Quando o agente é irrelevante: “As leis foram aprovadas.” (importa mais o resultado que quem aprovou)
- Para evitar responsabilidade: “Erros foram cometidos.” (em vez de “Nós cometemos erros.”)
- Textos científicos e acadêmicos: Para dar foco ao processo ou resultado
- Para variar a estrutura do texto: Evitando repetição excessiva da voz ativa
Erros comuns na utilização das vozes verbais
Muitos escritores cometem erros ao tentar usar a voz ativa e passiva. Conhecer esses erros pode ajudar a evitá-los:
1. Misturar vozes indevidamente
Evite frases como: “O diretor apresentou o projeto e foram discutidas as metas.” Prefira: “O diretor apresentou o projeto e discutiu as metas.” ou “O projeto foi apresentado pelo diretor e as metas foram discutidas.”
2. Usar voz passiva sem necessidade
Muitas vezes, a voz ativa é mais clara e concisa. Compare: “A decisão foi tomada por mim” (passiva) com “Eu tomei a decisão” (ativa).
3. Esquecer o agente da passiva quando necessário
Em alguns contextos, omitir o agente pode causar confusão. Se é importante saber quem pratica a ação, inclua-o.
4. Erros de concordância verbal
Na voz passiva analítica, o particípio deve concordar com o sujeito: “As cartas foram escritas” (não “foram escrito”).
Mitos e verdades sobre voz ativa e passiva
Mitos comuns
- Mito: A voz passiva é sempre errada. Verdade: Ambas têm suas aplicações específicas e apropriadas.
- Mito: Textos acadêmicos devem usar apenas voz passiva. Verdade: Embora comum na academia, a voz ativa também é aceitável e às vezes preferível.
- Mito: A voz ativa é sempre mais curta. Verdade: Geralmente sim, mas existem exceções dependendo do contexto.
Verdades importantes
- A voz ativa geralmente produz textos mais dinâmicos e envolventes
- A voz passiva pode ser útil para dar ênfase ao objeto ou resultado da ação
- O uso adequado de ambas as vozes contribui para a variedade estilística do texto
- O contexto determina qual voz é mais apropriada em cada situação
Exemplos práticos de transformação entre vozes
Para entender melhor como transformar uma frase da voz ativa para a passiva e vice-versa, vejamos alguns exemplos:
Voz ativa para voz passiva
Ativa: O gerente aprovará o orçamento amanhã.
Passiva: O orçamento será aprovado pelo gerente amanhã.
Ativa: A empresa desenvolveu um novo software.
Passiva: Um novo software foi desenvolvido pela empresa.
Voz passiva para voz ativa
Passiva: A pesquisa foi conduzida pelos cientistas.
Ativa: Os cientistas conduziram a pesquisa.
Passiva: Os documentos serão analisados pelo departamento jurídico.
Ativa: O departamento jurídico analisará os documentos.
Como escolher entre voz ativa e passiva na prática
A escolha entre voz ativa e passiva deve considerar vários fatores:
Objetivo do texto
Se você quer ser direto e assertivo, prefira a voz ativa. Se deseja criar certo distanciamento ou focar no resultado, a voz passiva pode ser mais adequada.
Público-alvo
Para públicos não especializados, a voz ativa geralmente é mais compreensível. Em textos técnicos ou acadêmicos, a voz passiva pode ser mais comum.
Estilo pessoal
Cada escritor desenvolve seu próprio estilo. Experimente ambas as vozes e observe qual soa mais natural para você em diferentes contextos.
Exercícios práticos para dominar as vozes verbais
A melhor maneira de dominar o uso da voz ativa e passiva é através da prática. Tente transformar estas frases:
- Transforme para voz passiva: “A equipe completou o projeto antecipadamente.”
- Transforme para voz ativa: “As mudanças foram implementadas pela diretoria.”
- Identifique se a frase está na voz ativa ou passiva: “O relatório será enviado por email.”
- Reescreva usando voz ativa: “Foi decidido que as reuniões ocorrerão às segundas-feiras.”
A importância da variedade estilística
Um texto que usa exclusivamente voz ativa pode soar monótono e agressivo. Por outro lado, um texto que usa apenas voz passiva pode parecer distante e burocrático. O segredo está no equilíbrio.
Assim como dominar outros aspectos da gramática, como sujeito e predicado, conhecer as diferentes vozes verbais permite que você expresse suas ideias com maior precisão e estilo.
Ferramentas para verificar o uso das vozes verbais
Na era digital, contamos com ferramentas que podem nos ajudar a identificar e corrigir problemas relacionados ao uso da voz ativa e passiva. Um corretor gramatical avançado pode:
- Identificar frases excessivamente longas na voz passiva
- Sugerir transformações para voz ativa quando apropriado
- Alertar sobre inconsistências no uso das vozes ao longo do texto
- Indicar quando a voz passiva está sendo usada para evitar responsabilidade
Assim como um bom entendimento de pontuação melhora a clareza do texto, o domínio das vozes verbais eleva a qualidade da sua escrita.
Conclusão: equilibrando clareza e estilo
Dominar a voz ativa e passiva não se trata apenas de seguir regras gramaticais, mas de desenvolver sensibilidade linguística que permita escolher a forma mais eficaz para cada situação de comunicação.
A voz ativa oferece dinamismo e clareza, enquanto a voz passiva proporciona variedade e, em certos contextos, uma tonalidade mais formal ou impessoal. O escritor habilidoso sabe quando usar cada uma para maximizar o impacto de sua mensagem.
Lembre-se de que a prática constante é fundamental. Ao escrever, experimente reescrever frases nas duas vozes e observe qual versão transmite melhor sua intenção. Com o tempo, essa escolha se tornará intuitiva, e você naturalmente produzirá textos mais variados e eficazes.
Para quem deseja aprimorar ainda mais sua escrita, utilizar ferramentas de correção gramatical pode ser um excelente complemento ao conhecimento teórico. Essas ferramentas não apenas identificam possíveis erros no uso das vozes verbais, mas também oferecem sugestões para tornar seu texto mais claro, conciso e impactante.
Gostou deste conteúdo?
Experimente nosso corretor de texto inteligente para garantir que seus textos estejam sempre perfeitos. Correção gramatical, ortográfica e de estilo em português, tudo em um só lugar!
Compartilhe este artigo: