Pleonasmo vicioso: o que é, exemplos e como evitar esse erro comum na escrita

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Corrigir meu texto agoraO pleonasmo vicioso é um dos erros mais comuns que comprometem a qualidade da escrita, mas muitas pessoas não sabem identificá-lo com precisão. Diferente do pleonasmo estilístico, que é uma figura de linguagem intencional usada para dar ênfase, o pleonasmo vicioso ocorre de forma involuntária e representa uma repetição desnecessária de sentido.
Em textos profissionais, acadêmicos ou criativos, esse erro pode prejudicar significativamente a clareza e a objetividade da comunicação. Neste guia prático, vamos explorar profundamente o que é o pleonasmo vicioso, como identificá-lo em seus textos e quais estratégias usar para eliminá-lo de forma eficiente.
O que é o pleonasmo vicioso exatamente?
O pleonasmo vicioso consiste na repetição desnecessária de uma ideia já expressa anteriormente na mesma frase ou oração. É quando usamos palavras ou expressões redundantes que não acrescentam informação nova, apenas repetem o que já foi dito. Esta redundância compromete a elegância do texto e pode confundir o leitor.
É importante diferenciá-lo do pleonasmo estilístico, que é usado intencionalmente para criar efeitos de ênfase ou beleza na linguagem. Expressões como “ver com os próprios olhos” ou “subir para cima” em contextos poéticos são exemplos aceitáveis de pleonasmo estilístico, enquanto no discurso cotidiano ou técnico tornam-se vícios de linguagem.
Como identificar um pleonasmo vicioso
Para identificar um pleonasmo vicioso em seus textos, preste atenção aos seguintes sinais:
- Expressões que repetem o significado de outra palavra na mesma frase
- Adjetivos desnecessários que não acrescentam informação nova
- Advérbios redundantes que apenas reforçam o que o verbo já indica
- Construções que explicam o óbvio ou repetem informações implícitas
- Fórmulas verbais que poderiam ser substituídas por verbos mais precisos
Exemplos práticos de pleonasmo vicioso
O melhor jeito de entender o pleonasmo vicioso é através de exemplos concretos. Aqui estão algumas situações comuns onde esse erro ocorre:
Exemplos clássicos do dia a dia
- “Hemorragia de sangue” (toda hemorragia é de sangue)
- “Multidão de pessoas” (toda multidão é composta de pessoas)
- “Elas ambas concordaram” (“ambas” já indica mais de uma pessoa)
- “Surpresa inesperada” (toda surpresa é inesperada por definição)
- “Pequeno detalhe” (detalhes são pequenos por natureza)
Exemplos em contextos profissionais
Nos ambientes corporativos e acadêmicos, o pleonasmo vicioso pode ser ainda mais prejudicial:
- “O projeto tem um prazo final de entrega” (todo prazo tem finalidade de entrega)
- “Vamos reunir-nos juntos para a reunião” (reunir-se já implica estar junto)
- “O resultado final foi conclusivo” (resultados finais são sempre conclusivos)
- “Planejamento prévio da estratégia” (todo planejamento é prévio)
- “Fato real ocorrido” (todo fato é real e ocorrido)
Você pode perceber que muitos desses erros se relacionam com questões de redundância no texto, um tema que já abordamos em detalhes anteriormente.
Por que o pleonasmo vicioso é tão comum?
Vários fatores contribuem para a prevalência do pleonasmo vicioso na escrita contemporânea. Primeiro, há uma tendência cultural de usar expressões redundantes como forma de dar ênfase, mesmo quando desnecessária. Expressões como “fato concreto” ou “certeza absoluta” tornaram-se tão comuns que muitos escritores nem percebem sua redundância.
Outro fator importante é a influência de traduções literais de outras línguas, especialmente do inglês, onde algumas construções redundantes são aceitas ou mesmo incentivadas. Além disso, muitos falantes usam o pleonasmo vicioso como uma tentativa de soar mais formal ou acadêmico, sem perceber que o efeito é exatamente o contrário.
Mitos e verdades sobre o pleonasmo vicioso
Mito: Pleonasmo sempre é errado.
Verdade: O pleonasmo estilístico, usado intencionalmente, é uma figura de linguagem válida.
Mito: Expressões consagradas pelo uso estão corretas.
Verdade: A popularidade não torna um pleonasmo vicioso linguisticamente correto.
Mito: Pleonasmos são aceitáveis na linguagem falada.
Verdade: Na linguagem escrita formal, devem ser evitados mesmo que sejam comuns na fala.
Como evitar o pleonasmo vicioso na sua escrita
Evitar o pleonasmo vicioso requer atenção consciente durante o processo de escrita e revisão. Seguem algumas estratégias práticas:
Estratégia 1: Revisão atenta
Reserve tempo específico para revisar seu texto com o objetivo específico de identificar repetições desnecessárias. Leia cada frase perguntando-se: “Esta palavra ou expressão acrescenta informação nova ou apenas repete o que já foi dito?”
Estratégia 2: Conhecimento dos casos mais comuns
Memorize os exemplos mais frequentes de pleonasmo vicioso. Ter essa lista mentalmente durante a escrita ajuda a evitar que esses erros apareçam desde o primeiro rascunho.
Estratégia 3: Busca por sinônimos mais precisos
Muitas vezes, o pleonasmo vicioso surge porque estamos usando uma expressão longa quando um único termo seria suficiente. Por exemplo, em vez de “encerramento final”, use simplesmente “encerramento” ou “conclusão”.
Estratégia 4: Leitura em voz alta
Ler seu texto em voz alta pode revelar repetições desnecessárias que passaram despercebidas durante a leitura silenciosa. O ouvido muitas vezes capta redundâncias que os olhos ignoram.
Para quem deseja aprofundar seu conhecimento sobre outras figuras de linguagem importantes, recomendo o artigo sobre paralelismo sintático, que também contribui para uma escrita mais elegante.
Erros comuns que confundem com pleonasmo vicioso
Nem toda repetição é um pleonasmo vicioso. Algumas construções podem parecer redundantes à primeira vista, mas têm funções específicas na língua portuguesa:
Ênfase legítima
Expressões como “eu mesmo vi” ou “ela própria contou” usam o pronome para dar ênfase e não constituem pleonasmo vicioso quando usadas corretamente.
Clareza necessária
Em certos contextos técnicos ou jurídicos, alguma redundância pode ser necessária para evitar ambiguidades. Por exemplo, “contrato de compra e venda” é mais claro do que simplesmente “contrato”, embora todo contrato envolva algum tipo de transação.
Estilo literário
Na literatura, os autores têm liberdade para usar repetições com propósitos estéticos específicos. O que seria pleonasmo vicioso em um texto técnico pode ser recurso estilístico em um romance ou poema.
Boas práticas para uma escrita livre de pleonasmos
Além de evitar o pleonasmo vicioso específico, adotar algumas práticas gerais pode melhorar significativamente a qualidade da sua escrita:
- Precisão vocabular: Escolha sempre a palavra mais exata para expressar sua ideia
- Economia linguística: Use o menor número de palavras possível sem perder o significado
- Revisão em etapas: Faça uma revisão focada apenas em redundâncias, depois revise outros aspectos
- Feedback externo: Peça a outras pessoas para lerem seu texto e apontarem repetições desnecessárias
- Estudo contínuo: Mantenha-se atualizado sobre normas linguísticas e figuras de linguagem
Para complementar seu conhecimento sobre clareza na comunicação, vale a pena ler nosso guia sobre como evitar ambiguidade na comunicação, outro aspecto crucial para textos de qualidade.
O impacto do pleonasmo vicioso na comunicação profissional
Em contextos profissionais, o pleonasmo vicioso pode ter consequências reais. Textos com repetições desnecessárias costumam:
- Perder credibilidade junto a leitores mais exigentes
- Parecer menos profissionais e preparados
- Confundir a mensagem principal com informações redundantes
- Aumentar desnecessariamente o tamanho de relatórios e documentos
- Criar dificuldades na tradução para outros idiomas
Casos específicos por área profissional
Jurídica: Contratos e petições com pleonasmos viciosos podem criar interpretações ambíguas.
Acadêmica: Artigos científicos devem priorizar a precisão, evitando qualquer redundância.
Marketing: Textos publicitários precisam de impacto imediato, prejudicado por repetições desnecessárias.
Jornalismo: A objetividade é fundamental, e pleonasmos comprometem a clareza das informações.
Ferramentas que ajudam a identificar pleonasmos
Além da revisão manual, existem ferramentas que podem auxiliar na identificação de pleonasmos viciosos:
- Corretores ortográficos avançados: Alguns identificam expressões redundantes comuns
- Software de análise de texto: Programas especializados em estilo e clareza
- Listas de verificação: Checklists personalizadas com os pleonasmos mais frequentes
- Plugins para editores de texto: Extensões que destacam redundâncias em tempo real
Dominar o uso correto da língua portuguesa vai muito além de evitar pleonasmos. É um processo contínuo de aprimoramento que envolve diversos aspectos da escrita. Se você está buscando melhorar sua comunicação de forma abrangente, considere usar um corretor de texto especializado que não apenas identifica erros ortográficos, mas também analisa questões de estilo, clareza e coerência textual.
Um bom corretor de texto pode ser seu aliado na identificação não apenas de pleonasmos viciosos, mas de diversos outros problemas que comprometem a qualidade da sua escrita. Ele funciona como um parceiro de revisão sempre disponível, apontando redundâncias, sugerindo expressões mais precisas e ajudando a polir seu texto até atingir a excelência comunicativa que seus leitores merecem.
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