Concordância Verbal: Guia Prático e Completo Para Nunca Mais Errar

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Corrigir meu texto agoraA concordância verbal é um dos pilares fundamentais da língua portuguesa e representa a relação de harmonia entre o verbo e seu sujeito. Quando dominamos essa regra gramatical, nossa comunicação escrita e falada ganha precisão, clareza e elegância. Entretanto, mesmo falantes nativos do português podem cometer erros nessa área, especialmente em situações mais complexas.
Neste guia prático, vamos explorar passo a passo as principais regras de concordância verbal, abordando desde os casos mais simples até as situações especiais que costumam causar dúvidas. Se você deseja aprimorar sua escrita ou precisa esclarecer dúvidas específicas, continue lendo para descobrir como dominar essa habilidade essencial.
O que é concordância verbal?
A concordância verbal é o acordo que deve existir entre o verbo e seu sujeito em número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Em outras palavras, o verbo precisa “se adequar” ao sujeito da frase para que a construção gramatical seja correta. Esse conceito pode parecer simples à primeira vista, mas possui várias nuances importantes que vamos detalhar ao longo deste artigo.
A regra básica: sujeito simples
Quando temos um sujeito simples e claro, a concordância verbal segue uma regra direta:
- Sujeito no singular → verbo no singular
- Sujeito no plural → verbo no plural
Exemplos práticos:
- O menino brinca no parque. (singular)
- Os meninos brincam no parque. (plural)
- A empresa anuncia novos produtos. (singular)
- As empresas anunciam novos produtos. (plural)
Casos especiais de concordância verbal
Agora vamos explorar situações que fogem à regra básica e que costumam gerar dúvidas mesmo entre pessoas que escrevem com frequência.
Sujeito composto anteposto ao verbo
Quando o sujeito é composto (formado por duas ou mais pessoas/coisas) e vem antes do verbo, normalmente usamos o verbo no plural:
- João e Maria estudam na mesma escola.
- O computador e a impressora funcionam perfeitamente.
Entretanto, quando os núcleos do sujeito estão em primeira pessoa, o verbo pode ficar na primeira pessoa do plural:
- Eu e você vamos ao cinema amanhã.
- Tu e ele estudareis juntos.
Sujeito composto posposto ao verbo
Quando o sujeito composto vem depois do verbo, há duas possibilidades aceitas:
- Verbo no plural (mais comum e preferível)
- Verbo concordando com o primeiro elemento (aceitável)
Exemplos:
- Chegaram o diretor e o coordenador. (plural – preferível)
- Chegou o diretor e o coordenador. (singular com o primeiro elemento – aceitável)
Sujeito coletivo
Quando o sujeito é um substantivo coletivo (que indica um conjunto de seres), o verbo geralmente fica no singular:
- A multidão aplaudiu o artista.
- O grupo decidiu adiar a reunião.
- A equipe trabalha arduamente no projeto.
No entanto, se o coletivo vier especificado no plural, o verbo pode concordar com o especificador:
- A maioria dos alunos compareceu à palestra. (singular)
- A maioria dos alunos compareceram à palestra. (plural – aceitável)
Sujeitos ligados por “ou”
Quando o sujeito é composto por elementos ligados por “ou”, o verbo geralmente concorda com o elemento mais próximo:
- O presidente ou o vice-presidente assinará o documento.
- Os professores ou o coordenador explicarão o conteúdo.
Se os elementos forem de pessoas diferentes, é comum usar o plural para incluir todos:
- O João ou a Maria responderão suas dúvidas.
Erros comuns de concordância verbal
Agora que entendemos as regras principais, vamos analisar os erros mais frequentes que as pessoas cometem na concordância verbal.
Erro 1: confusão com expressões quantitativas
Expressões como “a maioria de”, “parte de”, “grande parte de” costumam gerar confusão. A regra geral é:
- Quando a expressão é singular e não há especificador explícito, o verbo fica no singular
- Quando há especificador no plural, ambas as formas são aceitas
Exemplos corretos:
- A maioria concorda com a proposta. (sem especificador)
- Grande parte dos funcionários aprovou/aprovaram as mudanças. (com especificador)
Erro 2: sujeito oculto ou indeterminado
Quando o sujeito não está explícito na frase, muitos cometem erros:
- INCORRETO: Precisa-se de profissionais qualificados. (erro comum)
- CORRETO: Precisam-se de profissionais qualificados. (verbo concorda com “profissionais”)
Erro 3: verbo antes de sujeito composto
Como vimos anteriormente, essa situação gera dúvidas e muitos optam pelo singular quando deveriam usar o plural:
- INCORRETO: Foi entregue os documentos e os relatórios.
- CORRETO: Foram entregues os documentos e os relatórios.
Mitos e verdades sobre concordância verbal
Mito 1: “Haver” sempre fica no singular
Verdade: O verbo “haver” no sentido de existir é sempre usado no singular, mesmo quando o complemento está no plural.
Exemplos:
- Há muitos problemas a serem resolvidos.
- Houve várias reclamações sobre o serviço.
Mito 2: “Fazer” indicando tempo é sempre singular
Verdade: Quando “fazer” indica tempo decorrido, permanece invariável:
- Faz três anos que não nos vemos.
- Fazem três anos que não nos vemos. (incorreto)
Mito 3: Verbos no início da frase sempre concordam com o primeiro elemento
Verdade parcial: Embora seja aceitável, a forma preferível é usar o plural quando o sujeito composto vem após o verbo.
Dicas práticas para nunca mais errar
Agora que compreendemos as regras e os erros comuns, vamos a algumas estratégias práticas para aplicar a concordância verbal corretamente em seus textos:
1. Identifique sempre o sujeito
Antes de definir a conjugação do verbo, pergunte-se: “Quem pratica a ação?” Isso ajudará a identificar corretamente o sujeito e sua relação com o verbo.
2. Lembre-se das situações especiais
Crie uma lista mental das situações que mais causam dúvidas (coletivos, sujeitos compostos, expressões quantitativas) e revise sempre que necessário.
3. Leia em voz alta
Muitos erros de concordância verbal são percebidos quando lemos o texto em voz alta. Se algo soar estranho, provavelmente há um problema de concordância.
4. Consulte a norma culta em casos de dúvida
Quando não tiver certeza, consulte gramáticas ou fontes confiáveis. Lembre-se que algumas construções possuem mais de uma forma aceita.
5. Pratique com exercícios específicos
A prática constante com exercícios focados em concordância verbal ajudará a internalizar as regras e evitar erros futuros.
O papel da tecnologia na correção gramatical
Com o avanço da tecnologia, hoje contamos com ferramentas poderosas que podem nos auxiliar na verificação da concordância verbal e outros aspectos gramaticais. Um corretor de texto inteligente pode identificar erros de concordância que passam despercebidos durante a revisão manual.
No entanto, é importante lembrar que essas ferramentas são complementares ao conhecimento humano. Elas ajudam a identificar possíveis problemas, mas o entendimento das regras gramaticais ainda depende do escritor. Um bom exemplo é a diferenciação entre palavras homônimas, onde o contexto é fundamental para a escolha correta.
Casos avançados e exceções
Concordância com sujeitos de sentido plural
Alguns substantivos, embora formalmente singulares, têm sentido plural e podem aceitar verbo no plural:
- O povo brasileiro ama/amam o futebol.
- A gente vai/vamos ao cinema.
Concordância com pronomes de tratamento
Pronomes de tratamento como “Vossa Excelência” aceitam tanto a terceira quanto a segunda pessoa:
- Vossa Excelência está convidado para a cerimônia.
- Vossa Senhoria poderá assinar os documentos.
Concordância em orações reduzidas
Nas orações reduzidas, o verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio não flexiona:
- É importante estudar todos os dias. (infinitivo)
- Estamos analisando as propostas. (gerúndio)
- Os documentos foram entregues ontem. (particípio)
Conclusão: dominando a concordância verbal
A concordância verbal é uma habilidade essencial para qualquer pessoa que deseja escrever com correção e clareza em português. Embora possa parecer complexa inicialmente, com estudo e prática constante é possível dominar suas regras principais e até mesmo compreender as situações mais específicas.
Lembre-se que o objetivo final da concordância verbal é garantir a clareza e a elegância da comunicação. Quando dominamos essas regras, nossa escrita se torna mais persuasiva, profissional e eficaz. E para aqueles momentos em que surgem dúvidas, especialmente em textos importantes ou formais, contar com ferramentas de apoio pode fazer toda a diferença.
Se você deseja aprimorar ainda mais sua escrita e garantir que seus textos estejam sempre impecáveis em termos gramaticais, experimente utilizar um corretor de texto especializado. Essas ferramentas não apenas identificam erros de concordância verbal, mas também ajudam com outros aspectos da língua portuguesa, desde a escolha adequada de palavras até a estruturação de frases mais claras e eficientes.
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