Concordância Nominal: Guia Prático e Completo Para Usar Corretamente Sem Erros

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Corrigir meu texto agoraA concordância nominal é um dos pilares fundamentais da língua portuguesa. Dominar suas regras significa produzir textos mais claros, profissionais e gramaticalmente corretos. Se você já teve dúvidas sobre usar “bastante” ou “bastantes”, “meio” ou “meia”, este guia vai esclarecer todas essas questões.
O que é concordância nominal?
A concordância nominal se refere à relação de concordância entre os elementos do nome, ou seja, entre substantivos e suas palavras modificadoras (adjetivos, numerais, pronomes adjetivos, artigos). Enquanto a concordância verbal trata da relação entre sujeito e verbo, a concordância nominal foca na harmonia entre o núcleo do sujeito e seus determinantes.
Pense na concordância nominal como uma regra de harmonia: quando o substantivo está no singular, seus modificadores também devem estar; quando está no plural, todos os elementos que se referem a ele devem acompanhar essa pluralidade.
Regras fundamentais da concordância nominal
Vamos explorar as regras essenciais que todo usuário da língua portuguesa precisa conhecer:
1. Concordância entre substantivo e adjetivo
Esta é a regra mais básica: o adjetivo deve concordar em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural) com o substantivo a que se refere.
Exemplos corretos:
- Casa bonita (feminino singular)
- Casas bonitas (feminino plural)
- Carro rápido (masculino singular)
- Carros rápidos (masculino plural)
2. Concordância com mais de um substantivo
Quando um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos, a concordância segue regras específicas:
- Substantivos do mesmo gênero: O adjetivo vai para o plural desse gênero (casas e apartamentos bonitos)
- Substantivos de gêneros diferentes: O adjetivo vai para o masculino plural (casa e carro bonitos)
- Com substantivo mais próximo: Em alguns casos, o adjetivo concorda apenas com o substantivo mais próximo, especialmente em expressões fixas
3. Concordância com pronomes
Os pronomes demonstrativos, possessivos e indefinidos também devem concordar com o substantivo a que se referem:
- Este livro / Estes livros
- Minha casa / Minhas casas
- Algum problema / Alguns problemas
Casos especiais que geram confusão
Algumas situações específicas da concordância nominal merecem atenção especial:
O caso de “bastante”
Uma das dúvidas mais comuns é sobre o uso de bastante ou bastantes. A regra é clara: quando “bastante” é advérbio (modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio), é invariável. Quando é adjetivo (modifica substantivo), concorda em número.
Exemplos:
- Ele trabalha bastante (advérbio – invariável)
- Tenho bastantes livros (adjetivo – concorda com “livros”)
O caso de “meio” e “meia”
Outra dúvida frequente envolve o uso de meio ou meia. Quando “meio” é numeral fracionário (metade), concorda com o substantivo. Quando é advérbio de intensidade (um pouco), é invariável.
Exemplos:
- Comi meia maçã (numeral – concorda com “maçã”)
- Estou meio cansado (advérbio – invariável)
Erros comuns de concordância nominal
Identificar os erros mais frequentes ajuda a evitá-los:
1. Erro com expressões compostas
Muitas pessoas erram ao concordar adjetivos com expressões como “fim de semana”, “dia a dia”, “pé de moleque”. Essas expressões são consideradas unidades semânticas, então o adjetivo deve concordar com o núcleo da expressão.
2. Confusão entre adjetivo e advérbio
Como vimos nos casos de “bastante” e “meio”, a principal confusão ocorre quando não se identifica se a palavra está funcionando como adjetivo (concorda) ou advérbio (não concorda).
3. Desatenção ao gênero dos substantivos
Alguns substantivos têm gênero que não corresponde ao sexo biológico, como “a personagem” (feminino, mesmo para personagens masculinos), “o dó” (masculino), “a cal” (feminino). O adjetivo deve acompanhar o gênero gramatical, não o natural.
Mitos e verdades sobre concordância nominal
Mito 1: “Sempre se deve concordar o adjetivo com todos os substantivos”
Verdade: Não, existem exceções, especialmente em expressões fixas e quando o adjetivo está posposto aos substantivos.
Mito 2: “Palavras como ‘óbvio’ e ‘necessário’ são sempre invariáveis”
Verdade: Falso. Quando funcionam como adjetivos, devem concordar com o substantivo (soluções óbvias, medidas necessárias).
Mito 3: “Em linguagem informal, não preciso me preocupar com concordância”
Verdade: Embora a linguagem informal seja mais flexível, erros graves de concordância nominal prejudicam a comunicação mesmo em contextos informais.
Boas práticas para dominar a concordância nominal
Seguir estas práticas vai melhorar significativamente seu domínio da concordância nominal:
- Identifique sempre o núcleo: Antes de concordar qualquer elemento, identifique qual é o substantivo núcleo
- Classifique a função: Determine se a palavra é adjetivo, advérbio, pronome ou artigo
- Pratique com exemplos reais: Analise textos de autores consagrados para ver como aplicam as regras
- Revise especificamente: Na revisão de textos, faça uma leitura focada apenas na concordância
Como a tecnologia pode ajudar
No mundo atual, não precisamos dominar todas as regras de memória. Ferramentas de correção podem auxiliar significativamente. Um bom corretor de texto identifica erros de concordância nominal e sugere correções adequadas, funcionando como um parceiro na produção textual.
É importante, no entanto, usar essas ferramentas como auxílio, não como substituto do conhecimento. Entender as regras permite que você aproveite melhor as sugestões das ferramentas e tome decisões conscientes sobre quando segui-las ou não.
Diferença entre concordância nominal e verbal
Embora ambas sejam formas de concordância gramatical, há diferenças importantes:
- Concordância nominal: Entre substantivo e seus modificadores (adjetivos, artigos, etc.)
- Concordância verbal: Entre sujeito e verbo
- Foco diferente: A nominal mantém a coerência no grupo nominal; a verbal mantém a relação sujeito-predicado
Dominar tanto a concordância verbal quanto a nominal é essencial para uma comunicação precisa em português.
Exercícios práticos para fixar o conhecimento
Teste seu entendimento com estes exemplos:
- Complete com a forma correta: “Ela comprou ______ sapatos novos” (bastante/bastantes)
- Corrija se necessário: “As meninas estavam meias cansadas depois da prova”
- Escolha a opção correta: “Precisamos de ______ informações” (mais/muitas)
- Identifique o erro: “Aqueles tipo de problemas são complicados”
Respostas: 1. bastantes (adjetivo concorda com “sapatos”), 2. meio (advérbio invariável), 3. muitas (concorda com “informações”), 4. “tipo” deveria concordar: “Aqueles tipos de problemas”.
A importância no contexto profissional
Em documentos profissionais, relatórios, emails corporativos e comunicações formais, erros de concordância nominal podem:
- Prejudicar a credibilidade do autor
- Causar ambiguidades na interpretação
- Dar impressão de desleixo ou falta de preparo
- Comprometer a clareza da mensagem
Investir tempo para dominar essas regras traz retornos significativos na qualidade da comunicação escrita.
A concordância nominal não é um conjunto de regras arbitrárias, mas sim um sistema lógico que organiza nossa comunicação. Dominá-la significa expressar-se com precisão, clareza e profissionalismo. Como em qualquer habilidade linguística, a prática constante é fundamental. Use as regras apresentadas como guia, pratique com textos reais e, quando necessário, recorra a ferramentas de correção para auxiliar no processo. O importante é manter-se atento às relações entre as palavras e desenvolver uma sensibilidade cada vez maior para a harmonia gramatical que torna nossa língua tão rica e expressiva.
Para garantir que seus textos estejam sempre com a concordância nominal perfeita, experimente usar um corretor de texto inteligente que identifica esses erros automaticamente e sugere as correções adequadas para cada contexto específico.
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